• Adriana Moura

Infertilidade


O mês de junho é o mês mundial da Infertilidade, criado com o objetivo de conscientizar a respeito dessa doença que atinge aproximadamente 15% da população segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e é caracterizada na maioria das vezes a partir de um ano de relações sexuais regulares sem que estas resultem em gravidez.


Quando a dificuldade para engravidar aparece, o casal deve procurar um especialista que estudará qual a técnica que será utilizada para resolver o problema. Cada caso é um caso, por isso o atendimento precisa ser muito individualizado, considerando as particularidades de cada casal.


Ninguém escolhe ter infertilidade e, infelizmente, muitas condições são externas ao homem ou à mulher, como, por exemplo, a endometriose ou a síndrome dos ovários policísticos que podem ter causas hereditárias.


Veja abaixo quais são as principais técnicas da medicina reprodutiva que podem ser indicadas:


Inseminação Artificial


Ocorre quando o sêmen do parceiro é coletado e introduzido diretamente na cavidade uterina. Nesse procedimento a intenção é cortar o caminho percorrido pelos espermatozoides. Isso acontece quando no colo do útero existem anticorpos que matam os gametas masculinos. Como na cavidade uterina já não há a possibilidade de haver tais organismos, o sêmen é depositado ali, através da técnica, para que os espermatozoides possam se dirigir ao óvulo sem impedimentos. Outro motivo que leva à utilização da inseminação é a baixa quantidade de espermatozoides no sêmen. Ele então é tratado para que sua concentração aumente e seja finalmente implantado.


FIV – Fertilização In Vitro


Conhecida popularmente como “bebê de proveta”, na fertilização in vitro a fecundação é feita fora do corpo materno. O primeiro passo é estimular a produção de mais de um óvulo por ciclo através de medicações específicas. Então, esses óvulos são sugados por uma agulha e então depositados em uma solução nutritiva para que se mantenham vivos. Em seguida, os espermatozoides também são colocados no mesmo recipiente para que ocorra a fecundação. Quando fertilizado, o óvulo é encaminhado a uma estufa onde se iniciará o processo de divisão celular. Ao atingir o estágio de oito ou 16 células, o embrião já está apto a ser implantado no útero materno.


ICSI


Se a causa da fertilidade for proveniente do paciente masculino, é provável que a produção de espermatozoides seja muito baixa, rara ou praticamente inexistente. Nesses casos, soma-se à FIV uma técnica chamada injeção intracitoplasmática de espermatozoide, a chamada ICSI, em que único espermatozoide especialmente selecionado é injetado em cada óvulo disponível.


Fonte: SBRA (Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida)


#Gestação