• Adriana Moura

Maternidade em dose dupla – Parte II

Sobre ser mãe

Ser mãe é me doar a todo momento, é pensar e estar com ele no meu pensamento 24h por dia, é me preocupar, é sentir esse medo, acho que até mesmo um medo de perder, é querer aproveitar cada momento como se fosse único e pedir que o tempo pare. “Ser mãe é  crescer e amadurecer, é entender o real motivo do meu propósito de vida, do amor, do que eu sinto por eles”. “Ser mãe é saber que eu vou continuar viva em algum canto, porque depois que você tem filho, você se vê em coisinhas que eles fazem, você vê repetições de como você é ou de como você não é, neles, "acho isso muito forte".


Um retrato da maternidade real

Gerar, parir, criar, maternar. Ser mãe é lindo, é solitário, é intenso, é difícil, é para sempre. Entre o instinto materno, o amor incondicional, a responsabilidade vivida sozinha e compartilhada também. Entre as noites mal dormidas, a carga de cuidar e a carreira profissional. Entre o coração de mãe que sempre cabe mais um e o peso de querer – ou precisar – dar conta de tudo sozinha. Entre vontades, desejos, anseios, inseguranças, angústias, realizações, alegrias e um amor infinito, estão as mães. Mães de um, de dois, de três. Mães-solo, mães que podem contar com alguém, mães modernas, mães corujas, mães jovens, mães bravas, mães liberais, ou tudo isso em uma só.


Dizem que mãe é tudo igual, só muda o endereço. Mas entre tantas semelhanças e diferenças, cada uma sabe as dores e as delícias de colocar e educar uma criança nesse mundo. Só elas sabem do peso e das alegrias de ver os filhos crescerem e se tornarem tudo aquilo que elas idealizaram ou o contrário disso tudo. Só elas sabem dessa culpa e do orgulho também. Só elas sabem e sentem o que é acordar a cada dia pensando se estão fazendo o certo ou o suficiente, mas com a certeza de que estão fazendo o melhor.


Recordar é viver

Após essa profunda reflexão, gostaria de reviver com vocês a história das irmãs Adriane e Eliane que contei aqui no blog em 2017. Como não bastasse serem gêmeas, engravidaram no mesmo período. Você pode relembrar essa inusitada história aqui.


Ana e Sofia ainda nas barrigas das mamães
Sofia (à esquerda) nasceu em 07 de dezembro e Ana em 19 de dezembro de 2017

Depoimento da Adriane

"Esses dois anos como mãe me ensinaram muito! A ser mais paciente, amorosa, a dar mais valor ao tempo, com a Ana Luiza e comigo. Dois anos que passaram tão rápido, mas foram muito intensos! amei cada dia, cada aprendizado!


Ter minha irmã gêmea, que amo muito, junto comigo nessa jornada faz toda a diferença! Podemos dividir experiências sem medo de sermos julgadas, uma ajudando a outra com cada desafio. Saímos juntas sempre que possível, nos divertimos e as meninas gostam muito uma da outra, são amigas e se entendem melhor a cada tempo que passam juntas! É a realização de um sonho! Amo ser mãe, e principalmente ser mãe junto com minha irmã Eliane.

Adriane com sua filha Ana

Depoimento da Eliane

"Eu e minha irmã e fazemos muitas coisas juntas. As crianças também se adoram. São muito amigas. O aniversário de 1 ano delas foi comemorado em conjunto. No início, muito pequenas, elas brigavam bastante por brinquedos, não dava pra piscar, que uma mordia a outra. 😅 mesmo assim, ficavam felizes ao se encontrar.

Tenho certeza que elas serão muito unidas, assim como as mães."

Elaine com a sua filha Sofia

Muito bom acompanhar essa história de coincidências e muito amor.


Até a próxima!

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